segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Agulha e linha? Quem é a rainha?

Certo dia a fina agulha quis tirar satisfação
Com a linha enrolada que estava comportada
Sem causar perturbação

Quem pensa que tu és?
Com este ar de presunção
Olha só para você enrolada, orgulhosa.
Pensa até que és rainha mais esquece seu lugar
Principal aqui sou eu eu que devo me orgulhar

Não se avexe pobre agulha não me venha azucrinar
Respondeu a linha espessa e botou logo a falar
Sou eu sim a principal do começo ao final
Eu costuro com beleza com perfeita realeza
Olha só dona agulha não devemos duvidar
Que aqui nesse trabalho eu que devo me exaltar

Como és audaciosa retrucou a fina agulha
Pensas até por um momento que tu podes costurar
Mas esquece que sou eu que estou sempre a guiar
Traço voltas e caminhos sem ter medo de errar
Penso até estar dançando sem ter hora de parar
Mas tu sempre me interrompes, pois se prende em algum lugar

És ingênua pobre agulha, pois não sabes costurar
O que fazes são buracos de um lado para o outro
Daqui para acolá mais sou eu a grande linha
Que me ponho a fechar tu apenas abre alas
Para o imperador passar!

Bem no meio do alvoroço veja só o que sucedeu
Eis que o grande alfaiate se propôs a costurar
Um vestido elegante um trabalho deslumbrante

Pegou a linha e a agulha com carinho as juntou
Colocou-as no tecido e a dança começou
De cima para baixo, daqui para acolá
De um lado para o outro sem ter pressa de parar

Nesse instante agulha e alinha caladas estavam a trabalhar
Entre as mãos do alfaiate que fazia seu tear
Era belo e magnífico não se tinha o que disser
Olha só que grande obra refletiam em seu pensar

A agulha e a linha aprenderam a lição
Só se tornam importantes quando estão na doce mão
Do singelo alfaiate, o autor da construção

Nessa vida passageira nem melhor e nem pior
Somos todos ferramentas de uma grande construção
Almejando ser usado pelo grande redentor
Que vê todos por igual e nos da igual valor

Meu amigo e minha amiga, não podemos esquecer
Nessa grande empreitada importantes vamos ser
Se ao grande alfaiate nossa vida oferecer
E lembrar por todo sempre que valor só vamos ter
Quando Deus o grande mestre
Nos usar em seu Coser.

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