terça-feira, 27 de outubro de 2009

Felizes dos avós!


Por favor, não me entendam mal, que eu já ando pisando em ovos toda vez que digo verdades polêmicas ou não muito bem visíveis. Mas é forçoso dizer que um homem ou uma mulher só podem ser felizes quando tiverem netos. Não serão felizes se só têm filhos.
Agora a explicação: são tantas as atribulações que os filhos dão aos pais que verdadeiramente os amarem, que não há tempo de eles os curtirem com contentamento.
Melhor explicando: os pais passam a vida inteira trabalhando para sustentar seus filhos e encaminhá-los na vida. Gastam toda a sua vigília e têm atormentado seu sono pela preocupação com a formação e o futuro de seus filhos.
Acabam não tendo tempo na vida para colher os frutos dessa semeadura toda, percorrem toda a existência num turbilhão de tarefas e façanhas dirigidas todas ao benefício de seus filhos, esquecem-se de si próprios e não raro se tornam infelizes por este fardo colossal e inarredável
Repito: Não me entendam mal, que eu amo meus filhos e sei bem o quanto é bom ter filhos.
É que o ângulo sob o qual estou abordando essa questão é outro. E agora o lado inverso: os avós, estes sim têm tudo para obter felicidade junto a seus netos. Diz o ditado que os netos são filhos com açúcar. E todo o ditado contém uma verdade. Para começar, os avós só vão se encontrar com os netos, quase sempre, em sábados, domingos, feriados, dias de aniversário. Isto é, já os pegam arrumadinhos, perfumados, felizes, felicidade esta que é imediata e automaticamente transmitida ao avô e à avó.
Em segundo lugar, quando os avós começam a brincar com os netos, não lhes assalta nesse momento feliz o que toma conta dos pais no mesmo instante: a preocupação com o dia seguinte, quando as crianças têm de ir para a escola, as crianças estão mal em matemática ou português, têm, segunda-feira, de se submeter a um exame médico e outras mumunhas.
Nada desse universo preocupante pertence aos avós. É tudo atribuição incômoda dos pais.
Acho que nesta altura os meus melhores leitores, aqueles que mantêm comigo esta relação divina de entrarem em colóquio com o que escrevo aqui todos os dias, me entenderam e não caíram em confusão, deixando de me aprovar.
A felicidade é, portanto, muito mais propícia aos avós que aos pais. Na relação custo-benefício, o custo é dos pais, o benefício é dos avós.
Por isso é que são mais tendentes a serem felizes os avós do que os pais. E eu sou pai e avô, tenho autoridade para afirmar isso.
Mas a minha maior autoridade não deriva disso. Deriva, isto sim, do fato inesquecível de que já fui ao mesmo tempo filho e neto, ao tempo em que coexistiam meu pai e minha avó. E dei muito mais alegria, àquela época, à minha avó do que ao meu pai.
Claro que me entenderam hoje os meus leitores neste tema delicado! Não posso acreditar que houve alguém que não me entendeu e vá protestar!

Crônica publicada em 20 de maio de 2000

sábado, 24 de outubro de 2009

Eu Era uma Ótima Mãe Até Ter Filhos


Sinopse

"Nossa esperança é sermos capazes de criar ótimos filhos e de nos sentirmos felizes enquanto fazemos isso, o que exige falar sobre o lado bom e o lado ruim da maternidade. Se formos sinceras, talvez nos livremos da idéia de que podemos e devemos fazer tudo. E, se conseguirmos deixar essa fixação de lado, talvez sejamos capazes controlar nossas expectativas insanas."

Pode ser que o título deste livro faça você rir e dizer sem titubear: "É verdade!" Afinal, ele resume a sensação que muitas mães experimentam de vez em quando: a maternidade é um "pouquinho" mais complicada do que elas imaginavam.

Munidas de uma grande dose de bom humor, as autoras levantam uma série de questões que assolam as mães modernas, em sua maioria desesperadas para cumprir suas 1.001 funções com perfeição. Será que esses conflitos também infernizam sua vida?

- Você vive se perguntando se é mesmo uma "boa mãe"?
- Cultiva centenas de expectativas em relação à maternidade, quase todas insanas?
- Tem sempre a sensação de que fez a escolha errada em relação a seus filhos?
- Sente-se massacrada pela culpa?
- Compara-se com outras mães e nunca tem dúvida de que é pior do que elas?
- Passa o dia mergulhada em mil tarefas e jamais tem tempo para si mesma?
- Não sabe onde foi parar sua libido?

Caso suas respostas sejam positivas, relaxe. As mais de 100 mães entrevistadas pelas autoras também se vêem às voltas com esses problemas. O mais importante, porém, é que este livro lhe mostrará que é possível lidar de modo sensato e equilibrado com cada um deles e aprender a amar a maternidade tanto quanto você ama seus filhos.

Aqui estão reunidos depoimentos significativos, soluções fornecidas pelas entrevistadas, dicas das autoras, "segredinhos inconfessáveis" e até o ponto de vista de alguns homens. Tudo isso servirá como apoio para ajudá-la a reescrever suas próprias "regras" da maternidade e ter uma convivência mais harmoniosa e feliz com seus filhos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ele nos ouve!


Eram aproximadamente 22:00 horas quando um jovem começou a se dirigir para casa.
Sentado no seu carro, ele começou a pedir:
- Pai celestial... Se falas com as pessoas, fale comigo.
Eu irei ouvi-lo.
Farei tudo para obdecê-lo'
Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, ele teve um pensamento muito estranho:
- Pare e compre um galão de leite!
Ele balançou a cabeça e falou alto:
- É o Senhor?
Ele não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.
Porém, novamente, surgiu o pensamento:
- Compre um galão de leite!
Muito bem, no caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite.
Isso não parece ser um teste de obediência muito difícil...
Se não for ordem Divina posso usar o leite, pensou ele.
O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.
Quando ele passava pela sétima rua, novamente teve um sentimento:
- Vire naquela rua!
Isso é loucura!... pensou.
E, passou direto pelo retorno.
Novamente ele sentiu que deveria ter virado na sétima rua.
No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.
Meio brincalhão ele falou alto
- Muito bem! Eu farei!
Ele passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.
Ele brecou e olhou em volta.
Era uma área mista de comércio e residência.
Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança.
Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam
escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado da rua que estava acesa.
Novamente, ele sentiu algo:
- Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua.
O jovem olhou a casa.
Ele começou a abrir a porta mas voltou a sentar-se.
- Senhor, isso é loucura! Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?
Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.
Finalmente, ele abriu a porta...
- Muito Bem, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem.
Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui.
Ele atravessou a rua e tocou a campainha.
Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.
A voz de um homem soou alto:
- Quem está aí? O que você quer?
A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir.
Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.
Ele tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.
- O que é?
O jovem entregou-lhe o galão de leite.
- Comprei isto para vocês!
O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto.
Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem a seguia segurando nos braços uma criança que chorava.Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:
- Nós oramos! Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para o nosso bebê.
Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite.
Sua esposa gritou lá da cozinha:
- Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco de leite... Você é um anjo?
O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e
colocou-o na mão do homem.
Ele voltou-se e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face.
Ele teve certeza que Deus ainda responde aos verdadeiros pedidos.

Essa história muitos já conhecem... eu já conhecia, mas sempre me emociono todas as vezes que a leio!

Afrodite Marques

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Analogia sobre o Sol e ...


Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom
Afinal...
O sol faz um enorme espetaculo ao nascer,e mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo

Charles Chaplin

SOBRE A VIDA...


"Cada um tem de mim exatamente o que cativou
Cada um é responsável pelo que cativou
Não suporto falsidade e mentira,
A VERDADE pode machucar, mas é SEMPRE mais DIGNA.
Bom mesmo é ir a luta com DETERMINAÇÃO,
Abraçar a VIDA e VIVER com PAIXÃO.
Perder com classe e vencer com OUSADIA,
Pois o triunfo pertence a quem SE ATREVE e,
A VIDA é MUITO, para ser insignificante.
Eu faço e abuso da FELICIDADE e não desisto dos Meus Sonhos. O mundo está nas MÃOS DAQUELES que TEM CORAGEM de Sonhar e CORRER o RISCO de VIVER SEUS SONHOS."
Coragem... Coragem...
Coragem é não buscar desculpas para ser Feliz !!!!!!!!!"
(Charles Chaplin)

Poema sobre a vida


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.

Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Charles Chaplin

terça-feira, 20 de outubro de 2009

POEMA PARA MEU AMOR


Com todo amor desta vida
Sigo seus passos em qualquer lugar
Parceira de alma como você nunca se viu
A pureza deste amor transcede o físico

Vai além do horizonte, vai além do além

Que Ele ilumine os passos

Abençoe, perdoe e enalteça

Esse amor sincero que é um doce mistério

De tanto querer bem

Que as flores mantenham o esplendor

Deste grande amor

Tornando-o sempre vivaz e fraterno.


Antônio Endler(Poesias do COTIDIANO)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AMOR E AMIZADE


Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.
( William Shakespeare )

domingo, 18 de outubro de 2009

Homenagem ao Dia do Médico


Hoje, é dia do médico. Um profissional, especial, preparado para trazer vidas à luz e cuidar delas, para que tenham uma existência sadia. Ser abençoado, de grande conhecimento e capacidade. Pessoa importante, que merece homenagens não só no seu dia, mas, em todos os dias do ano. Porque com carinho, atenção e amizade, faz dos seus pacientes, indivíduos felizes. Que os raios da luz divina, iluminem a todos os médicos do mundo inteiro e tenha certeza de que a natureza se alegra de você pelo amor que doa, o sorriso e o olhar fraterno que salva vidas. Parabéns.
Autor: Desconhecido

AS AMIGAS CURAM



Interessante descoberta : Um estudo publicado pela universidade de Los Angeles, Califórnia, indica que a amizade entre mulheres é verdadeiramente especial. Descobriu-se que as amigas contribuem para o fortalecimento da identidade e da proteção de nosso futuro. Constituem um remanso no meio do mundo real cheio de tempestades e de obstáculos.
As amigas ajudam a encher os vazios emocionais de nossas relações com os homens e ajudam-nos recordar quem nós somos realmente. Após 50 anos das investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter os laços de amizades entre as mulheres.
Os pesquisadores, homens em sua maioria, foram surpreendidos com os resultados dos estudos. Quando o hormônio OXITOCINA é liberado como a parte da reação das mulheres ao stress , elas sentem a necessidade de proteger suas crianças e de agrupar-se com outras mulheres; quando acontece isso, uma quantidade ainda maior de OXITOCINA é produzida e reduz o stress agudo causando um efeito tranqüilizante.
Estas reações não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a TESTOSTERONA que os homens produzem em quantidades elevadas, tende a neutralizar os efeitos da OXITOCINA; visto que os ESTRÓGENOS femininos aumentam a produção deste hormônio.
Depois de repetidos estudos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais, contribuem para uma redução dos riscos das doenças relacionadas à pressão arterial e ao colesterol. Acredita-se que esta pode ser uma das razões por que geralmente as mulheres vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações de amizade com outras mulheres, não mostram os mesmos resultados em sua saúde.
Assim, ter amigas ajuda-nos não só a viver mais, como também a viver melhor. O estudo sobre a saúde indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior é a probabilidade de que chegue à velhice sem problemas físicos e levando uma vida plena e saudável.
Neste mesmo estudo observou-se como as mulheres superam os momentos críticos (como a morte do esposo ou dos pais) e percebeu-se também que as mulheres que podem confiar em suas amigas reagem às doenças sérias e recuperam-se em um lapso de tempo menor do que aquelas que não têm em quem confiar. O estudo concluiu que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte de força, bem estar, alegria e saúde.

Para essa razão e por muito mais: DAMOS VIVAS, AS AMIGAS!!

sábado, 17 de outubro de 2009

"- Vale a Pena?"

Aquilo que o homem pensa, assim ele é.
Primeiro imaginamos.
Sonhamos.
Planejamos.
Trabalhamos.
Corrigimos o curso.
Trabalhamos mais e de forma "direcionada com total dedicação de tempo", como diria meu amigo Henry Ford.
Nos sujeitamos ao preço estipulado e... finalmente, alcançamos.
Querer realmente É PODER.
Gostei muito da sua postagem "Utopia".
Podemos sonhar alto para obter coisas superiores que... são tão difíceis quanto excelentes!!!

Moro Numa Cidade Educadora - Canoas, RS

..."Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
- Paulo Freire

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


Felicidade é igual a uma borboleta:
quanto mais você corre atrás,
mais ela foge...
De repente, um dia, você se distrai e ela pousa.

Autor desconhecido

POEMAS NO TREM




CICLO

Tua VOZ tem o gosto da tua BOCA Tua BOCA tem o cheiro da tua PELE Tua PELE o encanto dos teus OLHOS Teus OLHOS o calor da tua VOZ... TE AMAR É UM CICLO!

Mudar o Mundo

"Tudo em nós está em nosso conceito de mundo; modificar o nosso conceito do mundo é modificar o mundo para nós."
- Fernando Pessoa

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

I Need Some Sleep
Eels
Composição: Eels

I need some sleep.
You can’t go on like this.
I try counting sheep,
But there’s one I always miss.

Everyone says, "I’m getting down too low"
Everyone says, "You just gotta let it go"
You just gotta let it go
You just gotta let it go

I need some sleep
time to put the old horse down
I’m in too deep
and the wheels keep spinning round

Everyone says, "I’m getting down too low"
Everyone says, "You just gotta let it go"
You just gotta let it go
You just gotta let it go

You just gotta let it go
You just gotta let it go
You just gotta let it go

domingo, 11 de outubro de 2009

Buscar Conhecimento

"A instrução não é como encher um balde, mas é ascender uma chama..."
Um amigo uma vez disse: "É um investimento", referindo-se à compra de um material que serviria para melhorar os meus estudos. Vale a pena termos amigos que nos repassam o que eles aprendem e entesouram em seus corações.
Meu pai também... ele dizia que devemos "entesourar" em nossos corações as palavras do verdadeiro entendimento.
São verdadeiros tesouros em nossa vida.


marc

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pollyanna Moça


Sinopse

Pollyanna cresceu. É agora uma encantadora adolescente, amada por todos os que com ela aprenderam o famoso 'Jogo do Contente'. Sua fama de pessoa especial vai além dos limites de Beldingsville, a cidadezinha onde vive com a Tia Polly. Pollyanna recebe um convite especial para passar uma temporada em Boston. Alguém de lá precisa muito dela. Nesta continuação de suas aventuras, Pollyanna não irá apenas conviver com pessoas fascinantes e conquistar novas amizades, mas também escontrará o amor e conhecerá a inquietação, as dúvidas e as emoções de tirar o fôlego pelas quais passam todas as jovens apaixonadas.

Pollyanna


Pollyana é um romance de Eleanor H. Porter, publicado em 1913 e considerado um clássico da literatura infanto-juvenil.

O livro fez tanto sucesso que a autora publicou em 1915 uma continuação, chamada Pollyana Moça.

Resumo do livro

O título refere-se à protagonista, Pollyanna Whittier, uma jovem órfã que vai viver em Beldingsville, Vermont com sua unica tia viva, tia Polly. A filosofia de vida de Pollyanna é centrada no que ela chama "o Jogo do Contente", uma atitude otimista que ela aprendeu com o seu pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Isso se originou com um incidente num Natal, quando Pollyanna, que estava achando que ia ganhar uma linda boneca, acabou recebendo um par de muletas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo a ela para ver somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque "nós não precisamos delas!".

Com essa filosofia, aliada a uma personalidade radiante e uma alma sincera e simpática, compassiva, Pollyanna traz muita alegria e contentamento para a sombria e triste propriedade da sua tia, a qual ela transforma em um lugar maravilhoso para se viver. O "jogo do contente" protege-a também das atitudes severas e desaprovadoras de sua tia: quando tia Polly a colocou num sótão abafado, sem tapetes ou quadros, ela exultou com a bela vista que se descortinava daquela altura; quando ela tentou punir sua sobrinha por estar atrasada para o jantar, dizendo que só iria comer pão e leite, na cozinha, com a cozinheira, Nancy, Pollyanna agradeceu-lhe efusivamente, porque ela gostava de pão e leite, e também gostava de Nancy.

Em breve, Pollyanna ensina a alguns dos mais problemáticos habitantes de Beldingsville a 'jogar o jogo do contente', desde uma inválida queixosa chamada Mrs Snow até um solteirão, Mr Pendleton, que vivia sozinho em uma mansão. Até tia Polly – achando-se sem saída diante da animada recusa de Pollyanna em ficar triste e cabisbaixa – aos poucos começa a se tornar mais simpática e amigável, muito embora ela resista ao jogo do contente mais tempo do que qualquer outra pessoa.

Entretanto, até mesmo o extremamente forte otimismo de Pollyanna é posto à prova, quando ela sofre um acidente com carro e perde o movimento das pernas. A princípio ela não se inteira totalmente da situação, mas seu estado de espírito decai e muito quando ela acidentalmente ouve um especialista dizer que ela nunca mais voltará a andar. Depois disso, ela se prostra no leito, incapaz de achar qualquer coisa que a faça ficar contente. Então as pessoas das redondezas começam a visitar a casa de tia Polly, desejosos de fazer Pollyanna saber o quanto o encorajamento dela melhorou as suas vidas; e Pollyanna decide que ela ainda pode se sentir contente, porque nao teria feito o que fez se nao tivesse tido pernas. A partir daí, um médico muito compassivo (que tinha sido um antigo amor da tia Polly) revela a existência de uma misteriosa nova cura para a lesão da medula espinhal da garota. Pollyanna passa dez meses em um hospital distante, onde ela se recupera e volta a andar; tia Polly e o médico se casam; e a felicidade e o contentamento é geral.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DAS UTOPIAS


DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Mário Quintana

Fernão Capelo Gaivota


Sinopse

Uma gaivota de nome Fernão, decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar. A história desenrola-se sobre o fascínio de Fernão pelas acrobacias que pode modificar , e em como isso transtorna o grupo de gaivotas do seu clã. É uma história sobre liberdade, aprendizagem e amor.

Parte I

A primeira parte do livro mostra o jovem Fernão Capelo Gaivota frustrado com o materialismo e o significado da conformidade e da limitação da vida de gaivota. Ele é tomado pela paixão pelos vôos de todos os tipos, e sua alma decola como os seus experimentos e emocionantes triunfos de ousadia e feitos aéreos. Eventualmente, a sua falta de conformismo à limitada vida de gaivota leva-o a entrar em conflito com o seu bando, e os virar contra ele. Ele torna-se um maldito. Não por isso, Fernão continua seus esforços para atingir objetivos e vôos mais altos, muitas vezes bem sucedidos, mas eventualmente sem conseguir tanto quanto desejaria. Ele é, em seguida, encontrado por duas radiantes gaivotas que explicam-lhe que ele já aprendeu muito, e que agora elas estão lá para ensinar-lhe mais. Ele então passa a segui-las.

Parte II

Na segunda parte, Fernão transcende a uma outra sociedade onde todas as gaivotas desfrutam da paixão pelo vôo. Ele só é capaz de praticar essa habilidade após duras horas de muito treino de vôo. Nesta outra sociedade, o respeito real surge em contradição com a força coercitiva que estava mantendo o antigo bando junto. O processo de aprendizagem, que liga os professores altamente experientes aos aluno dedicados, é aumentado a quase um nível sagrado, sugerindo que esta pode ser a verdadeira relação entre homem e Deus. O autor considera que certamente humano e Deus, independentemente de todas as enormes diferenças, estão compartilhando algo de grande importância que podem vincular-los juntos: "Você tem de compreender que uma gaivota é uma ilimitada idéia de liberdade, uma imagem da Grande Gaivota ". Ela sabe que você tem que ser fiel a si mesmo.

Parte III

A introdução à terceira parte do livro é composta pelas últimas palavras da professora de Fernão: "continuar trabalhando para amar". Nesta parte Fernão entende que o espírito não pode ser verdadeiramente livre sem a capacidade de perdoar, e o caminho do progresso passa pela capacidade de tornar-se um professor - e não somente pelo do trabalho árduo como um aluno. Fernão volta para o antigo bando para compartilhar suas idéias e as suas descobertas recentes e grande experiência, pronto para a difícil luta contra as atuais normas da referida sociedade. A capacidade de perdoar parece ser uma obrigatoriedade para a condição de passagem.


"Vocês querem voar tão grande a ponto de perdoar o bando, e aprender, e voltar a eles um dia e trabalhar para ajudá-los a se conhecer?" Fernão pergunta ao seu primeiro estudante antes de iniciar as conversações. A idéia de que os mais fortes podem atingir mais por deixar para trás os mais fracos amigos parece totalmente rejeitada.

Daí, o amor e o perdão merecem respeito e parecem ser igualmente importantes para libertar-se da pressão de obedecer às regras apenas porque são comumente aceitas.