quarta-feira, 24 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ying e yang


Na minha infância aprendi algo valioso em uma aula da escola onde fazia o ensino fundamental. Que só existem dois caminhos que são a virtude e o vício. Nossas atitudes sempre estarão dentro de um deles. Se não está dentro do grupo virtude, certamente estará no grupo dos vícios... Achei interessante ler sobre Yin e Yang. Um somente é o oposto do outro. Um somente existe em relação ao outro, sendo dependentes entre si. Tenho meditado sobre o egoísmo, insensibilidade da humanidade e esta leitura me ajudou a ampliar a idéia que foi ensinada por um grande e sábio homem. Ele disse que é prejudicial fazermos COMPARAÇÕES, referindo-se especialmente quando reagimos com resistência a algo novo... ou de alguma mudança que, em princípio, não parece ser benéfica (vantajosa, como diria o nosso ego). Concluindo: uma coisa só é ruim, se comparada a outra. Portanto, talvez nem seja ruim. É uma questão de valores. Não percamos oportunidades por falta de entendimento. Afinal, "nada é tão ruim que não possa piorar quando reclamamos".

Amizade...

Muito interessante a mensagem do homem que caminhava com o seu cão e seu cavalo. Dá à amizade uma grande importância. "Quem não é amigo verdadeiro, não entra nos céus..." É muito instrutivo quando explicamos da maneira mais simples as coisas para nossos filhos para que eles entendam. NÓS APRENDEMOS MUITO COM ISSO. Falei para o meu filho de que "quando fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes". Pude perceber porque Ele conhece todos os nossos atos (caminhos): -É porque o que fazemos de bom ou de mal, fazemos a alguém, ou seja, estamos fazendo a ELE. Agora pergunto: O QUE TEMOS FEITO?

Caindo na pequena aréa


Assim como atacante simula um pênalti, o casal cava brigas.

Grande parte das discussões de relacionamento não acontece por uma justificativa clara e evidente, é pressa, desejo de resultados imediatos.

O divórcio tem motivo, a briga não. É aleatória, e invade inclusive os momentos felizes. O atacante poderia fazer gol e comemorar com a torcida, mas preferiu se jogar na área e contar com a cumplicidade do juiz. A esposa poderia beijá-lo, mas decidiu teimar com a aproximação de uma colega de trabalho e tecer perguntas constrangedoras.

Não existe briga legítima. Todas são forçadas, artificiais e teatrais. É um ranço à toa, uma provocação passageira, uma vontade de incomodar que escapou do controle. Há o equívoco de se pensar em criticar algo e logo mudar de assunto, ferir e esconder a arma, como se a palavra não fosse bumerangue e não viesse de volta, com muito mais força, cortar nossa cabeça. Planejamos a briga, o que não prevemos são as consequências. Entrar numa discussão é fácil, o orgulho não nos deixa sair.

A mulher tem algumas cartadas implacáveis para puxar seu parceiro ao ringue. Mesmo quando ele não quer e programou assistir seu futebol tranquilamente.

Eu já sofri com o blefe. Fui um zagueiro que não atingiu a centroavante e ela simulou agressão.

Estava quieto, pensativo, aguardando a rodada do Brasileiro, e minha namorada começa a antecipar a lista de tarefas da semana. Eu respondo educadamente, não entro em detalhes. Nada nos magoou durante o dia. Ela repete um ponto, replica de novo. Não que eu não tenha respondido, é que a resposta não a agradou. Tento reagir diferente, com outras palavras. Tudo sob controle, vocábulos neutros, os times entraram em campo.

Na hora do apito, como não encontrou qualquer argumento para discutir, ela vem com a tese de que a minha voz está diferente. Que voz de homem não fica diferente assistindo sua equipe?

Eu me ferrei, ninguém se salva dessa abordagem. Em vão, busco dissuadi-la da ideia, não reparo que é uma ideia fixa, indicando uma obsessão incontornável.

— Não, minha voz está a mesma.

— Não me engana, sei que aconteceu alguma coisa, o que foi?

— Nada, estou ótimo, te amo.

Apliquei o “te amo” para espantar as desavenças, um “te amo” preventivo. Faltou experiência no ramo, sempre que mencionamos um “te amo” solto do assunto é que virá guerra, é visto como um ato falho ou um sentimento de culpa.

— Eu conheço, sua voz está diferente.

— Não está, não está…

— Está sim! Está sim!

Ela aparecia com o velho papo de que me conhecia melhor do que eu, o que é irritante. Meu timbre permanecia igual, até que não aguento mais a insistência e passo a gritar.

— Que m…

— Viu?

— Viu o quê?

— Está brabo, acertei, sua voz estava diferente. Vai agora me dizer a verdade?

Não me pergunte qual foi o placar do jogo.




Fabrício Carpinejar

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Abraço


Dizem os orientais que,
quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos,
devemos fazer da seguinte forma:

inspirando e expirando três vezes,
e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes.

O efeito terapêutico do abraço é inegável.
Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem.

Se você estiver sentindo um vazio interior,
tente abraçar o seu amigo (a),
deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele (a),
para que o possa sentir junto a você.

Nos Momentos de dor e de alegria
é que vemos o bem que
um grande e demorado abraço nos causa.


Pelo abraço,
transmitimos emoções,
recebemos carinho,
trocamos afeto,
compartilhamos alegria,
amenizamos dores,
demonstramos amizade,
doamos amor,
expressamos nossa humanidade.

Se sinta ]m abraçados por mim!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que faz bem e o que faz mal...


Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de ideias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mozarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Marta Medeiros

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O que não quero (Mário Quintana)


Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por Mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a
pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é
Saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível...

Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não
For muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos
E imaginar alguém... E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta
Quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me
Veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
Importa, que é meu sentimento... E não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça,
Para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que
Ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
Talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras
Pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra
Mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia,
Poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela
Sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ternura


EU TE PEÇO PERDÃO POR TE AMAR DE REPENTE

EMBORA MEU AMOR SEJA UMA VELHA CANÇÃO NOS TEUS OUVIDOS

DAS HORAS QUE PASSEI A SOMBRA DE TEUS GESTOS

BEBENDO EM TUA BOCA O PERFUME DOS SORRISOS

DAS NOITES QUE VIVI ACALENTADO

PELA GRAÇA INDÍZIVEL DOS TEU PASSOS ETERNAMENTE FUGINDO

TRAGO A DOÇURA DOS QUE ACEITAM MELANCOLICAMENTE

E POSSO TE DIZER QUE O GRANDE AFETO QUE TE DEIXO

NÃO TRÁS EXASPERO DAS LÁGRIMAS NEM A FASCINAÇÃO DAS PROMESSAS

NEM AS MISTERIOSAS PALAVRAS DOS VÉUS DA ALMA...

É UM SOSSEGO, UMA UNÇÃO, UM TRANSBORDAMENTO DE CARÍCIAS

E SÓ TE PEDE QUE TE REPOUSES QUIETA, MUITO QUIETA

E QUE DEIXES QUE AS MÃOS CÁLIDAS DA NOITE ENCONTREM SEM FATALIDADE O OLHAR EXTÁTICO DA AURORA.


Autor Vinícius de Moraes

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Só para as bonitas!


Estavam reunidas, a Sininho, a Fiona e a Angelina Jolie, na Disney, jogando conversa fora....
Aí a Sininho disse: - 'Eu sou a menor fadinha do mundo!!!' A Fiona revidou: - 'Sou a ogra mais feia do planeta!!!' E a Angelina Jolie finalizou: - 'Sou a mulher mais linda, inteligente e maravilhosa do mundo!!!' Mas elas queriam que isso fosse comprovado... Pegaram o Guiness Book... A Sininho abriu na página 873...e realmente estava lá: - Sininho, A Menor Fada Do Mundo....todos ficaram impressionados......... A Fiona pegou o livro, abriu na página 585 e estava lá escrito: - Fiona, A ogra mais feia do mundo . 'OOOOOHHHHH' Por último, a Angelina Jolie pegou o livro, abriu na página 25... depois de alguns minutos de silêncio e uma cara de fúria, (PRATICAMENTE NUM ATAQUE DE NERVOS), ela gritou:
mas quem é ... Sarah Ribeiro???

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Como criancinhas...


Éramos a única família no restaurante com uma criança. Eu coloquei Daniel numa cadeira para crianças e notei que todos estavam tranqüilos, comendo e conversando. De repente, Daniel gritou animado, dizendo: 'Olá, amigo!', batendo na mesa com suas mãozinhas gordas. Seus olhos estavam bem abertos pela admiração e sua boca mostrava a falta de dentes. Com muita satisfação, ele ria, se retorcendo. Eu olhei em Volta e vi a razão de seu contentamento. Era um homem andrajoso, com um casaco jogado nos ombros, Sujo, engordurado e rasgado. Suas calças eram trapos com as costuras abertas até a metade, e seus dedos apareciam através do que foram, um dia, os sapatos. Sua camisa estava suja e seu cabelo não havia sido penteado por muito tempo. Seu nariz tinha tantas veias que parecia um mapa. Estávamos um pouco longe dele para sentir seu cheiro, mas asseguro que cheirava mal. Suas mãos começaram a se mexer para saudar. 'Olá, neném. Como está você? disse o homem a Daniel. Minha esposa e eu nos olhamos: 'Que faremos?'. Daniel continuou rindo e respondeu, 'Olá, olá,amigo'. Todos no restaurante nos olharam e logo se viraram para o mendigo. O velho sujo estava incomodando nosso lindo filho. Trouxeram a comida e o homem começou a falar com o nosso filho como um bebê. Ninguém acreditava que o que o homem estava fazendo era simpático. Obviamente, ele estava bêbado. Minha esposa e eu estávamos envergonhados. Comemos em silêncio; menos Daniel que estava super inquieto e mostrando todo o seu repertório ao desconhecido, a quem conquistava com suas criancices. Finalmente, terminamos de comer e nos dirigimos à porta. Minha esposa foi pagar a conta e eu lhe disse que nos encontraríamos no estacionamento. O velho se encontrava muito perto da porta de saída. 'Deus meu, ajuda-me a sair daqui antes que este louco fale com Daniel', disse orando, enquanto caminhava perto do homem. Estufei um pouco o peito, tratando de sair sem respirar nem um pouco do AR que ele pudesse estar exalando. Enquanto eu fazia isto, Daniel se voltou rapidamente na direção onde estava o velho e estendeu seus braços na posição de 'carrega-me'. Antes que eu pudesse impedir, Daniel se jogou dos meus braços para os braços do homem. Rapidamente, o velho fedorento e o menino consumaram sua relação de amor. Daniel, num ato de total confiança, amor e submissão, recostou sua cabeça no ombro do desconhecido. O homem fechou os olhos e pude ver lágrimas correndo por sua face. Suas velhas e maltratadas mãos, cheias de cicatrizes, dor e trabalho duro,suave, muito suavemente, acariciavam as costas de Daniel. Nunca dois seres haviam se amado tão profundamente em tão pouco tempo. Eu me detive, aterrado. O velho homem, com Daniel em seus braços, por um momento abriu seus olhos e olhando diretamente nos meus, me disse com voz forte e segura: 'Cuide deste menino'. De alguma maneira, com um imenso nó na garganta, eu respondi: 'Assim o farei'. Ele afastou Daniel de seu peito, lentamente, como se sentisse uma dor. Peguei meu filho e o velho homem me disse: 'Deus o abençoe, senhor. Você me deu um presente maravilhoso'. Não pude dizer mais que um entrecortado 'obrigado'. Com Daniel nos meus braços, caminhei rapidamente até o carro. Minha esposa perguntava por que eu estava chorando e segurando Daniel tão fortemente, e por que estava dizendo: 'Deus meu, Deus meu, me perdoe'. Eu acabava de presenciar o amor de Cristo através da inocência de um pequeno menino que não viu pecado, que não fez nenhum juízo; um menino que viu uma alma e uns adultos que viram um montão de roupa suja. Eu fui um cristão cego carregando um menino que não o era. Eu senti que Deus estava me perguntando: Estás disposto a dividir seu filho por um momento?, quando Ele Compartilhou Seu Filho por toda a eternidade. O velho andrajoso, inconscientemente, me recordou: Eu asseguro que aquele que não aceite o reino de Deus como um Menino, não entrará nele.(Lucas 18:17).

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: 'Nós somos a soma das nossas decisões'. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar 'minha vida'. Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços... Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações. Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, Mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua... (Pedro Bial)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Como foi criado o POLICIAL


O pai do céu estava no sexto dia de horas extraordinárias, quando aparece um Anjo e lhe diz:
-Estás levando muito tempo nessa criação Senhor! O que tem de tão especial esse homem?
-Tu já visses o que me pedem neste modelo?
Um policial tem que correr 10 km por ruas escuras, subir por paredes, pular muros, entrar em matagais, invadir casas que nem um fiscal de saúde pública ousa penetrar, e tudo isso, sem sujar, manchar ou rasgar o seu uniforme.
Tem que estar sempre em boa forma física, quando nem
sequer lhe dão tempo para comer.
Tem que investigar um homicídio, buscar provas nessa mesma noite e, no outro dia, ir até um tribunal prestar depoimento.
Também tem que possuir quatro braços, para poder dirigir sua viatura, atirar contra criminosos e ainda chamar reforço no rádio.
O Anjo olha para ELE e diz: -Quatro braços? Impossível!
Ao que Ele
responde:
-Não são os quatro braços que me dão problemas e sim os três pares de olhos que necessita.
-Isto também lhe pedem neste modelo? Pergunta o Anjo.
Sim, necessita de um par com raios-x, para saber o que os criminosos escondem em seus corpos;
Um par ao lado da cabeça para que possa cuidar de seu companheiro;
E,
Outro para conseguir olhar para uma vítima que esteja sangrando e ter discernimento necessário para dizer que tudo lhe sairá bem, quando sabe que isto não corresponde à verdade.
Neste momento, o Anjo diz: Descansa e poderás trabalhar amanhã.
-Não posso, responde! Eu fiz um policial que é capaz de acalmar ou dominar um drogado de 130 quilos sem nenhum incidente e, ao mesmo tempo, manter uma família de cinco pessoas com seu pequeno salário.
Ele estará sempre pronto para morrer em serviço, com sua arma em punho e com o sentimento de honra correndo junto ao sangue.
-Mas Senhor, não é muita coisa para colocar em um só modelo?
-Não. Não irei só acrescentar coisas, mas também irei tirar. Irei tirar seu orgulho, pois infelizmente para ser reconhecido e homenageado ele terá que estar morto.
Ele também não irá precisar de compaixão; pois ao sair do velório de seu companheiro, ele terá que voltar ao serviço e cumprir sua missão normalmente.
-
Então ele será uma pessoa fria e cruel?
Certo que não – responde o Pai do céu!
Ao chegar em casa, deverá esquecer que ficou de frente com a morte, e dar um abraço carinhoso em seus filhos dizendo que está tudo bem.
Terá de esquecer os tiros disparados contra seu corpo, ao dar um beijo apaixonado em sua esposa.
Terá que esquecer as ameaças sofridas, ao ficar desesperado quando o salário não der para pagar as contas no final do mês.
E terá que ter muita, mas muita coragem para no dia seguinte, acordar e retornar ao trabalho, sem saber se irá voltar para casa novamente.
O Anjo olha para o modelo e pergunta:- Além de tudo isso, ele poderá pensar?
-Claro que irá poder!
Poderá investigar, buscar e prender um criminoso em menos tempo que cinco juízes levam discutindo a legalidade dessa prisão...
Poderá suportar as cenas de crimes às portas do inferno, consolar a família de uma vítima de homicídio e, no outro dia, ler nos periódicos que os policiais são insensíveis aos direitos dos criminosos.
Por fim, o Anjo olha para o modelo, lhe passa os dedos pelas pálpebras, e fala: -
Tem uma cicatriz, e saí água. Eu te disse que estavas pondo muito nesse modelo!
-Não é água, são lágrimas...
-
E Porque lágrimas?
-
São por todas as emoções que carrega dentro de si...
Por um companheiro caído ...
Por um pedaço de pano chamado bandeira...
E por um sentimento chamado Justiça!
És um gênio! - Responde-lhe o Anjo.
O Pai do Céu
o olha, todo sério, e diz:
-Não fui Eu quem lhe pus as lágrimas...
Ele chora, porque é simplesmente um homem!

“O policial é um acadêmico, que um dia aprendeu na escola que nossas vidas tem mais valor que a dele”
Autor desconhecido(modificado por Afrodite Marques)